
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do Núcleo de Umuarama, em conjunto com a Corregedoria da Polícia Militar do Paraná (PMPR), deflagrou na manhã desta sexta-feira (23 de outubro de 2026) a Operação San Marino, que investiga a possível participação de um policial militar em crimes relacionados ao contrabando de cigarros.
O policial, lotado no 25º Batalhão da Polícia Militar (BPM), em Umuarama, é investigado por suspeita de envolvimento em organização criminosa, corrupção passiva, prevaricação e facilitação de contrabando ou descaminho.
Durante a operação, foram cumpridos em Umuarama um mandado de busca e apreensão, um mandado de busca pessoal e uma ordem judicial de afastamento do investigado de suas funções públicas. As medidas foram autorizadas pela Vara da Justiça Militar Estadual.
Nas diligências, os agentes apreenderam aparelhos eletrônicos, documentos e anotações, materiais que serão submetidos à perícia e poderão contribuir para o avanço das investigações. Também foram recolhidos o fardamento, o armamento oficial e os demais equipamentos operacionais disponibilizados pela Polícia Militar ao policial.
Conforme os elementos apurados até o momento, o policial militar teria realizado a apreensão de uma carga de cigarros contrabandeados após receber informações privilegiadas de um integrante de organização criminosa.
A suspeita investigada é de que, após a apreensão, ele tenha desviado parte da carga como forma de retribuição pelas informações recebidas.
Os materiais recolhidos durante a operação serão analisados pelas autoridades responsáveis, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias dos fatos e verificar a possível participação do investigado nas condutas apuradas.
O nome San Marino faz referência a uma marca de cigarros paraguaios, em alusão aos produtos contrabandeados que teriam sido apreendidos pelo policial militar investigado.
A investigação prossegue sob responsabilidade das autoridades competentes. As suspeitas ainda deverão ser apuradas, respeitando-se o devido processo legal e a presunção de inocência.
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