
O Núcleo Regional de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Promotoria de Justiça de Iporã, do Ministério Público do Paraná (MPPR), deflagraram nesta sexta-feira (6 de novembro) a Operação MA’AVAR, que investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas e outros delitos.
A ação foi realizada em conjunto com a Agência Local de Inteligência do 25º Batalhão da Polícia Militar do Paraná (25º BPM).
Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de prisão temporária, oito mandados de busca e apreensão em residências e em um estabelecimento comercial, além de sete medidas de busca pessoal. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Criminal de Iporã e tiveram como alvos sete investigados, todos com endereços no município.
Investigação aponta dois núcleos criminosos
De acordo com o Ministério Público, as investigações apontam a existência de dois núcleos interligados: um voltado à comercialização de entorpecentes na região e outro responsável pelo transporte de grandes quantidades de drogas.
Conforme as apurações, ambos teriam ligação com uma facção criminosa de atuação nacional.
Os investigadores identificaram indícios de que caminhões eram utilizados para transportar drogas escondidas em meio a cargas lícitas. Entre os episódios analisados estão duas apreensões realizadas em agosto e outubro de 2025, que somaram 3.339 quilos de maconha.
Também foram identificados registros relacionados a armas de fogo e acessórios de uso restrito, além de conversas sobre a aquisição de munições para fuzil.
Materiais apreendidos serão periciados
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos e anotações. Os materiais serão encaminhados para perícia e poderão contribuir para o avanço das investigações.
A operação apura possíveis crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e posse e porte ilegais de armas de fogo e munições.
Significado do nome da operação
A denominação MA’AVAR, de origem hebraica, significa passagem, travessia ou transição. Segundo o Ministério Público, o nome faz referência à utilização estratégica de determinada região como ponto de passagem e entreposto logístico para o transporte de drogas por integrantes do grupo investigado.
As investigações seguem em andamento.
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