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Governo de SP investe cerca de R$ 1 bilhão em piscinões para combater enchentes na Grande São Paulo

São quatro reservatórios já entregues e um em construção, que contribuem para diminuir o volume de água que chega simultaneamente aos rios e sistem...

Mauricio Biriba
Por: Mauricio Biriba Fonte: Secom SP
24/10/2026 às 09h15
Governo de SP investe cerca de R$ 1 bilhão em piscinões para combater enchentes na Grande São Paulo
O piscinão Jaboticabal, que atende as cidades de São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul. Foto: Divulgação/Governo de SP.

O Governo de São Paulo já investiu R$ 960 milhões na implantação de cinco reservatórios de contenção de cheias, os chamados piscinões, para reduzir o impacto de grandes chuvas na Região Metropolitana da capital. Desde 2023, a SP Águas entregou dois piscinões em Franco da Rocha, um em Francisco Morato e outro que atende as cidades de São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul. Além deles, está em andamento a obra de um piscinão na capital, no entorno do estádio do São Paulo Futebol Clube, no Morumbi.

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Ao todo, já são 30 piscinões, distribuídos em 11 municípios da Grande São Paulo: Diadema, Embu das Artes, Franco da Rocha, Francisco Morato, Guarulhos, Mauá, Osasco, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Taboão da Serra. Juntos, os reservatórios têm capacidade para armazenar mais de 6,3 milhões de metros cúbicos de água, o equivalente a 635 mil caminhões-pipa que, enfileirados, formariam uma fila de tamanho semelhante à distância de São Paulo a Boa Vista, capital de Roraima.

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Durante as fortes chuvas registradas em setembro deste ano, esses piscinões tiveram papel estratégico na retenção temporária das águas. Ao armazenar grandes volumes e reduzir os picos de vazão, essas estruturas contribuem para diminuir a quantidade de água que chega simultaneamente aos rios, córregos e sistemas de drenagem urbana, ajudando a mitigar os riscos de alagamentos e inundações.

A estratégia de implantação, operação e manutenção dos piscinões integra o plano de resiliência hídrica do Governo de São Paulo e está alinhada às medidas de preparação para eventos climáticos extremos, reforçadas pela Operação SP Sempre Alerta – El Niño 2026/2027, lançada em 15 de outubro. A iniciativa reúne mais de 180 medidas e cerca de R$ 29 bilhões em investimentos até 2029, com foco na ampliação da segurança hídrica e no fortalecimento da capacidade de resposta do Estado. Entre as iniciativas estão obras de drenagem, contenção de cheias, recuperação de rios e modernização do monitoramento hidrometeorológico.

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Os piscinões são especialmente importantes em regiões densamente ocupadas, onde a impermeabilização do solo faz com que grandes quantidades de água escoem rapidamente pela superfície durante as chuvas. As estruturas recebem parte desse volume e o armazenam temporariamente durante o período de maior intensidade da chuva. Com isso, reduzem os picos de vazão e a quantidade de água que chega simultaneamente aos rios, córregos e sistemas de drenagem. Após o período mais crítico, o volume retido é liberado gradualmente.

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“Em períodos de chuvas intensas, nossas equipes acompanham continuamente os níveis dos rios, a evolução das precipitações e as condições dos sistemas de drenagem. Esse monitoramento, aliado ao planejamento e à infraestrutura disponível, permite antecipar cenários, acompanhar as condições de operação dos reservatórios e ampliar a capacidade de resposta do Estado, contribuindo para reduzir os impactos dos eventos hidrológicos extremos sobre a população”, explica Nelson Lima, diretor da SP Águas.

Na Região Metropolitana de São Paulo, uma das principais frentes do plano de resiliência hídrica do Governo de São Paulo é o Programa IntegraTietê, voltado à recuperação da capacidade de vazão do Tietê e de seus afluentes. O programa reúne ações de saneamento, desassoreamento, coleta de lixo superficial, recuperação ambiental, monitoramento e governança, que também contribuem para ampliar a resiliência da região diante de eventos climáticos extremos. Desde 2023, já foram investidos R$ 1,4 bilhão e removidos mais de 6,8 milhões de metros cúbicos de sedimentos.

Entre as ações do IntegraTietê, a expansão da coleta e do tratamento de esgoto constitui uma das principais medidas estruturais para reduzir a carga poluidora lançada nos corpos d’água e promover a recuperação da qualidade ambiental do Rio Tietê.

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Desde a desestatização da Sabesp, mais de 1,5 milhão de domicílios foram conectados ao sistema de tratamento de esgoto, acelerando a recuperação da qualidade da água e ampliando a segurança ambiental da bacia, com benefícios para mais de 4,5 milhões de pessoas. O programa também contempla ações permanentes de coleta de lixo superficial, que contribuem para melhorar o escoamento das águas e reduzir obstruções que podem agravar alagamentos. Desde 2023, mais de 149,7 mil toneladas de resíduos foram retiradas do Rio Pinheiros, com investimentos superiores a R$ 228 milhões.

Além dessas iniciativas, a SP Águas atua diretamente na prevenção de enchentes por meio da manutenção de estruturas de proteção e drenagem. Na Marginal Tietê, a agência realiza a limpeza e manutenção de 12 pôlderes (sistemas de proteção contra cheias compostos por áreas de retenção, muros, comportas e casas de bombas). Esses equipamentos evitam o retorno da água do rio para as vias marginais durante chuvas intensas, armazenando temporariamente o volume excedente, que é bombeado de volta ao rio após a redução do nível. Também há importantes obras de macrodrenagem entregues e em andamento em áreas densamente urbanizadas.

As ações de prevenção e redução dos impactos das cheias também se estendem ao interior e ao litoral paulista. Por meio do Programa Rios Vivos, a SP Águas investiu, desde 2023, R$ 366,3 milhões em ações de desassoreamento em cerca de 202 municípios, retirando mais de 4,9 milhões de resíduos dos rios.

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