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Uma Cidade Chamada Francisco Alves e Sua História

Assim surgiu Francisco Alves Pr,carinhosamente chamada de Chico Viola ou simplesmente Viola

14/01/2020 11h08Atualizado há 3 meses
Por: Mauricio Biriba
Fonte: Redação Portal do Viola News
1.532

Tudo começou na década de 1.950,

quando o pioneiro Ibrahim Abud Neto então com seus vinte e poucos anos,

acompanhado de homes de sua confiança, chegou ao então lugarejo hoje cidade de

Francisco Alves PR, vindo até a cidade de Cruzeiro do Oeste PR em um jipe.

Desta cidade partiu em busca das terras que havia adquirido, da qual só sabia

que a divisa era o rio piquiri e descendo a margem direita à outra divisa era o

rio Xambrê.

Segundo o próprio colonizador sairam de Cruzeiro do Oeste e caminharam 30 dias abrindo picada pela mata virgem ate chegar

à barranca do Rio Piquiri, desceram à margem direita do rio ate chegar à barra

do Rio Xambrê, onde montaram acampamento, pois ali era divisa de suas terras.

           

Esse acampamento ficava ao lado de uma frondosa arvore cujo nome é jatobá, ali era

o ponto de partida dos primeiros desbravadores de nosso querido Chico viola,

saindo do acampamento onde o marco era o jatobá eles subiam o rio Piquiri de

canoa até a altura onde hoje temos a ponte na BR 272, construíram uma balsa de

madeira para ter acesso até a cidade de Guairá, aonde os fundadores iam fazer

compras de alimentos e alguns remédios básicos.

    

Segundo os fundadores a base da alimentação era peixe, pois existia com abundancia, também

existiam muitos animais selvagens como anta, veado, catetos, porcos do mato,

então o colonizador que era um amante da natureza e já lutava por sua preservação,

não admitia que matassem animais nem para consumo, dizia que se matassem uma

anta, por exemplo, não iriam consumir toda a carne em um dia e como não tinham

meios para conservar seria um desperdício, assim sob a liderança do jovem

colonizador seus comandados seguiram trabalhando com o projeto de iniciar

naquele sertão uma nova cidade, percorrendo a gleba por picadas no meio da

selva, chegaram onde hoje esta localizada a sede da Fazenda Barra Dourada, por

ser uma parte alta o então colonizador decide construir ali, sua residência e

escritório onde eram Efetuadas as vendas de Lotes e Servia também de hospedagem

para os novos Desbravadores que chegavam para comprar seu quinhão de terras, outros

interessados em estabelecer comercialmente esperançosos e acreditando naquele

projeto do Sr Ibrahim, que a essa altura já havia projetado a cidade onde tinha

loteado 40 alqueires em datas, pequenos lotes de terras aonde os recém chegados

faziam barracas de encerados acomodando ali seus familiares, até que fosse

construída uma Casa de madeira, pois no vilarejo já existiam duas serrarias em

pleno funcionamento.

      

A madeira existente, peroba, cedro, marfim, angico,

cajarana e tantas outra eram à base da economia, os desbravadores recém

chegados iam derrubando a mata e vendiam a madeira bruta, ou seja, em toras

para as serrarias que beneficiavam e as revendia para os próprios habitantes, a

madeira excedente, eram vendidas principalmente para o estado de São Paulo, o

meio de transporte era fluvial feito através do rio Piquiri, por meios de umas

enormes barcaças chamadas de Chata, que eram empurradas por rebocadores que

faziam o trajeto Rio Piquiri, Rio Paraná até o porto de Presidente Epitácio,

mas tinha famílias que se embrenhavam na mata através de picadas, e abriam uma

clareira nos fundos do lote que haviam adquirido, e ficavam em barraca de

encerado ate que fosse construído um casebre, feito de lasca de coqueiro com

cobertura de tabuinha uma espécie de telha feita de madeira.

Outros eram acomodados por visinhos de lote que haviam chegado antes, as pessoas na maioria

das vezes nem se conheciam e tinha uma solidariedade inimaginável era um

ajudando o outro, era sofrido, mas a bondade das pessoas tornava se tudo mais

fácil, esse foi o caso de minha família , quando aqui chegamos, fomos direto

para nosso lote que ficava praticamente no final da estrada Xambrê, e fomos

acomodados no sítio visinho onde permanecemos por uns meses ate que foi

construído o nosso casebre, assim iniciou o pequeno povoado, o que era chamado

de acampamento Começa a tomar formas e um dos fundadores constrói um barracão e

Instala um hotel, eis que surge uma farmácia, um armazém de secos e molhados, alguém

monta um bar já temos um policial militar, um Comerciante é nomeado delegado, a

energia era gerada através de um enorme motor estacionário, que só era ligado à

noite por volta das dezenove horas e desligado às 22,00 horas, Geladeira Existia

uma no bar do Gino e outra no armazém do Bico Doce e era movida a querosene, isso

já é por volta de 1.956 e temos que dar nome ao povoado, cujo nome sugerido

pelo colonizador seria David Nascer, porem o jornalista da revista o cruzeiro

na época, sugeriu o nome de seu grande amigo o cantor Francisco Alves o rei da

voz, também conhecido como Chico viola que havia falecido recentemente em um

acidente automobilístico, assim surgiu nossa querida Francisco Alves (Chico

Viola) e sua gente, na década de 60 chegavam à recém criada cidade de Francisco

Alves, em média três a quatro caminhões com mudança por dia, vindos de toda

parte do país cuja População nas décadas de 60 e 70 chegou a ser de

aproximadamente 18.000 habitantes, época difícil os meios de locomoção eram

jipe e carroças com tração animal, jipe devia ter uns dois ou três, mas carroça

quando chegava final de semana sábado, tinha ate congestionamento, pois o

pessoal que moravam onde hoje é Rio Bonito, Bairro Catarinense, Alto Alegre, Palmital,

Estrada Ursa, Placa nove, divisora, estrada Iara, estrada xambrê, Ouro verde,

Encantado, barro preto, de onde você menos imaginava vinha gente por meio de

picadas, pois estrada não tinha e vinham fazer compras, pois o pequeno povoado

já tinha o armazém do Bico Doce, casa continental, casa Coimbra uma sapataria e

uma farmácia, a cidade tem um ótimo desenvolvimento e em 1.967 é elevada a

categoria de distrito administrativo, em 1.970 chega à energia elétrica, e em

24 de agosto de 1972 pela lei estadual 6.314 sancionada pelo então Governador

Pedro Parigot de Souza, foi criado o município com Território desmembrado de

Iporã, instalado oficialmente em 1º de Fevereiro de 1.977 quando foram empossadas

as autoridades municipais eleitas no ano anterior, época em que devido à grande

amizade e Prestigio do colonizador nos meios políticos e artístico, estiveram

em nossa cidade personalidades como: o cantor Silvio Caldas, Ulisses Guimarães,

Cantora Maísa, Cantor Marcos Roberto, Armando Falcão, os Irmãos Vilas Boas, deputado

Francisco Scorsin e tantos outros famosos que visitaram o recém criado

município, o colonizador sempre preocupado em preservar aquele que era um marco

histórico de sua chegada a Francisco Alves, em uma de suas visitas a fazenda

Pantera, percebe que o conhecido Jatobá já citado no inicio, estava se

definhando, poucos sabiam o porquê do cuidado que o colonizador tinha para com aquela

arvore, a qual era cuidada com o carinho que se dedica a um filho, contratou

uma equipe especializada para escalar a arvore e retirar dela os parasitas que

ele acreditava estar matando sua história de vida e com esses cuidados conseguiu

proteger sua relíquia por mais algum tempo, mas como tudo que habita a natureza

tem seu fim o grande jatobá tombou sobre as águas do rio Xambrê matando parte

de sua história, isso é o que ele imaginava, mas o jatobá continua e continuará

para sempre fazendo parte de sua história, e será para sempre um marco na

história de nossa querida cidade de Francisco Alves. 

POR:MAURICIO GOMES MARTINS ( BIRIBA)

Fotos gentilmente cedidas pela família do Colonizador.

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